Obrigado


É sempre bom agradecer as coisas boas da vida. 
Qualquer pessoa sente-se completa, de bem, apenas por uma palavra de agradecimento. Agradecer até por simplesmente existir. 
Existir. Tu. Porque tu existes, pelo menos para mim. Porque apenas eu te conheço, apenas eu te posso agradecer por esse feito.
Sim. Eu. Eu e mais ninguém.
Porque por mais voltas que o mundo dê, e por mais tempo que a volta possa demorar, todos os dias o sol acaba por nascer. Mas antes, ultrapassa sempre um período de escuridão.
Esse período sou eu e tu. Somos nós. No escuro. Sem nos vermos. Sem nos tocarmos e encontrarmos. Perdidos num vazio que parece não ter fim. Se calhar não tem mesmo.
Desde nunca que te agradeci.
Então decidi fazê-lo. Por todos e mais alguns motivos acredito que é a melhor atitude a ter, pela réstia de respeito que ainda tenho por ti.
Sim. 
É para ti. 
Exclusivamente para ti.
Foi dos melhores momentos da minha vida. Aquela paisagem incrível que acreditávamos que era coisa de filmes. Poder levar-te lá,  como sempre me fizeste te prometer. Ver a tua cara de fascínio e de admiração, encheu-me o coração. O que te prometi que era o nosso próximo destino. Com água transparente e areia branca, o quanto brincamos e rebolamos nas tardes de praia. Nas noites de festas. Nas longas madrugadas no hotel.
Todo o nosso sentimento.
Perdidos. Perdidos um no outro. Na pele. Juntos.
Longe de tudo e todos. Do que nos faz mal. Longe do Mundo.
Fomos tão felizes.
Obrigado.
Não me sairá da memória o momento da nossa discussão com os nomes.
Entre Evas e diminutivos dos nossos. Ou o teu mau feitio por nenhum nome se encaixar com o apelido. Mau feitio. Repleto de ternura pelo que fizéramos. Por ser nosso. Independentemente do resto.
Fizeste-me prometer que te ajudaria na hora H e não fugisse.
Assim cumpri.
Obrigado.
Melhor mesmo, só quando nos perdemos nos “must have” do nosso ninho.
Eu quero uma sala enorme. Um sofá maior ainda. Para nos perdermos. Um no outro. No frio das tardes de domingo. Ou se calhar prefiro o quarto maior. Para nos perdermos em todos as segundas, terças, quartas, quintas, sextas e sábados.
Independentemente das preferências nós sabíamos qual era a única importante. Tu e eu.
E Conseguimos.
Obrigado.
Obrigado.
Obrigado.
Obrigado por todos os planos que fizemos.
Por todas as viagens planeadas.
Por todos os nomes para os nossos filhos.
Por todos os ideais da nossa casa.
Por todos os objetivos de vida.
Por todos as promessas que fizemos.
Eu. Contigo. Tu. Comigo.
Obrigado.
Um dia vais perceber que percebeste tarde.
Obrigado por falhares.
Obrigado por desistires.
Obrigado.

Obrigado por nada.

Ricardo Martins

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