Nunca te esqueci, mas também não esqueci de mim!

 
Fizeste-me sonhar tanto e viver tão pouco. Como foi isso possível? Como conseguis-te? Tudo o que fosse escuro tu clareavas, toda a chuva transformavas num sol. Estava cega, somente pensava em ti, sorria, pelas tuas palavras meigas que pareciam um dia tornar-se reais, por abraços que me permitia ficar contigo. Beijos que cortavam a respiração. 

Mas isso são apenas detalhes. Acreditei, mas vi que foi tudo desculpas, quando queria certezas. Mostraste ambas, um "quando vamos morar juntos"? "Posso fazer de ti a mulher dos meus sonhos". "Comigo serás mais feliz no que nessa casa". "Estaremos ambos no sofá, com os nossos filhos"... Qual a mulher que não gosta de ler ou ouvir isso? Mas também recusaste-me com desculpas de eu não confiar em ti ou falta de tempo. Afinal no que ficamos? Peço que não voltes, nem com uma resposta positiva agora, apesar de ser isso que mais quero ouvir, somente não venhas pois, segui, sabes que mais? Até hoje, nunca me esqueci de ti, mas também não esqueci de mim. Do que mereço, que realizem sem sonhos, e tu não és o caso. 

Vera Oliveira

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