Vens comigo?


Vem, dá-me só a tua mão, é só disso que preciso e deixa o resto comigo... Vem, corre, deixa o vento fazer voar esses teus cabelos, solta-te. Deixa os outros falarem o quanto somos loucos, por gritarmos, transpiramos, rirmos, enquanto desfrutamos este amor.

Vem, vamos viver esta loucura, deixa-me agarrar-te, abraçar-te até ficar com o teu perfume no meu casaco, matar esta sede que tenho nos meus lábios.

Deita-te a meu lado, mesmo que não seja para dormir que seja para vermos as estrelas ou o pôr-do-sol. Vem rebolar comigo na areia ou então mesmo molha-me no mar, como se ele nos pertencesse, mas ri-te se eu estiver horrivelmente engraçado. Eu não me importo. Vamos fazer castelos, mesmo que essa nossa idade já terá passado, não vou deixar essa criança dentro de ti morrer.

Vem, deixa transformar esse preto e branco em cores, que esses teus dias de chuva passem a sol. Não temos a mesma forma de resolver as coisas, mas também já viste um puzzle completo com as peças todas iguais? Anda, não tenhas medo.
Vens comigo preencher estas páginas em branco num livro que poderá ser um nós?

Vera Oliveira

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