Desabafo de uma mulher, início de um fim.


A força desmoronou, o sorriso escondeu-se num quarto escuro untado com lágrimas debaixo dos lençóis. É assim que estou. Sofrendo sozinha, sem avisar ninguém, sufocada bem lá dentro mas mostrando que está tudo bem. Poderei dizer que, hoje sou uma desempregada remunerada de carinho para dar, a um alguém, que me deixou.

Hoje a tempestade parece querer ficar eternamente, sem pressa de ir embora e não quer mostrar o sol que existiu um dia em mim. Vou acreditar que o vento leve consigo essas palavras que um dia acreditei, mas não vou correr atrás delas, vou deixar que voe para bem longe.

Realmente os dias parecem mais longos, a noite nunca mais chega ou o dia nunca mais aparece, tudo cansa. O muito que digo que tenho a fazer, acabo por não fazer nada. Verdade a vida nos meus dias parece que faleceram e não querem ressuscitar. Parece o fim. Que nem o sol de inverno te quer espreitar por segundos ou o sol não te aquece para um sorriso.

Vou acreditar que amanhã será um dia novo, mas vou começar acreditar no hoje!

Se tudo vai passar? Se tudo irei superar? Se chorei? Três em um, sim. Mas se alguma coisa que irá faltar em mim é algo que conseguiste, esquecer.

Vera Oliveira

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