Sou-te (in)diferente?


Desde o dia em que o teu sorriso ficou gravado no meu peito, tens sido o motivo do meu. Não estava planeado, não sei, isto tudo fugiu-me da mão e tu roubaste-me o coração. Os dias parecem mais difíceis quando não te tenho por perto e, eu todas as noites sonho para que tudo dê certo. Soubesse eu descrever o que me provocas na alma, se tu soubesses a preocupação que tenho de ver uma única lágrima. És o meu maior receio, no entanto, o meu maior desejo.

Queria-te dizer, que tens perfeitas imperfeições, que me mostraste o melhor que um sorriso pode ter. Como eu adoro, a tua tímida maneira de rir, a forma como te encolhes todo e provocas em mim, o desejo de te proteger, te cuidar e por ti lutar. Eu dava tudo por ti.

O meu interior transborda de felicidade, com um sorriso, uma palavra, um olhar teu. Dava-te o mundo, todo o brilho que nele provocas. E tu darias algo por nós? Davas-me a mão para não fugir? Corrias cada canto meu para me ter? É curioso, porque sei claramente o que por ti sinto, e uma das minhas maiores certezas é que és tu, que fazes o meu coração brilhar. A questão é esta: Sou-te (in)diferente? Será que a vida nos fez cruzar e pode tudo falhar?

Gosto tanto de ti, saudade que percorre nas veias, perfume o teu que deixa marca a cada passo que dás. Eu só te queria dizer que não me és indiferente, que só tu tornas uma noite fria, num brilhante dia. E, se te dissesse, será que faria diferença?

Inês Palminha

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