A carta que nunca recebeste


Olá, meu amor. Como estas?
São quatro da manhã, ambos estamos acordados, mas o orgulho, o malvado, impede-nos de falar. Tenho tanta coisa pra te dizer, tantos beijos pra te dar e um abraço pra te reconfortar. Quero saber como estás, se evoluíste, se concretizaste os teus sonhos. Sentes a minha falta? É que eu sinto a nossa, mas não te posso dizer...
Achámos melhor separarmo-nos mas acho que rapidamente nos arrependemos. Não foi a melhor decisão a tomar.
Já tinha tudo programado. Os horários da faculdade. Os horários do trabalho. Os horários de me deitar, só pra te puder falar. Só pra te ter por mais uns segundos. Mas achaste melhor cada um seguir o seu caminho (e o meu caminho sempre foste tu) e eu, orgulhosa e desistente, aceitei.
Escrevi-te esta carta todos os dias, meses a fio. De todas as vezes que a escrevi, as palavras nunca se cruzavam nas minhas linhas.
Espero que saibas que te amo e continuo a amar-te, assim será até os nossos caminhos se cruzarem novamente.
Sempre tua.

Incompletasme

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