Olá, o meu nome é dor


Bom dia.
Neste momento estás adormecido na cama, envolto de cobertas e lençóis, que delineiam o teu corpo. Em tempos era eu que o fazia, que adormecia acariciada pela tua pele ardente. Agora que acordaste queria dizer-te algo; esta carta está destinada a ti, mas tu nunca o saberás porque me acobardo sempre.
Era meia noite do dia sete de dezembro, de um ano que não importa, pois apenas o espaço importa: a nossa cama, o nosso amor, os teus braços. Acordei entre mais um dos muitos pesadelos que me invadem, tinha-te perdido.
Não sentiste que te larguei, mas tantas vezes o fiz. Desculpa-me mas tenho que me levantar. Hoje mais do que nunca eu não quero ficar. Não te quero magoar mais. O amor é como dizem: dói! Dói por ser tão grande, dói por não ser correspondido. Mas tu não me magoas. O problema é que o meu nome é dor.
Dorme. Sonha comigo, mas só coisas boas, dizes-me tu todas as noites. E eu nunca o faço.
Perdoa-me.
Perdoa-me por todas as vezes que te larguei. Perdoa-me por todas as vezes que te afastei. Perdoa-me por todas as vezes que não te beijei.

Será que é tarde para dizer que a teu lado quero ficar e sem ti não sei viver?

Incompletasme

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