Fizeste-me morrer mas eu soube ressuscitar


Faz hoje um ano… Sozinha deitada na cama, as lágrimas caiem compulsivamente e os gritos soltam-se livremente da minha garganta. Sinto que a minha vida acabou aqui, que entrei em queda livre num precipício que não tem fim à vista. Faz hoje um ano que morri…

Tantas perguntas que tenho e não consigo encontrar uma única resposta. Como é que pudeste desistir de tudo assim do nada? Como é que ignoraste o meu pedido de perdão, sabendo que foste o que mais erraste? Como é que tiveste coragem de me deixares naquele estado e ires embora? Como é que pudeste pedir-me para te ouvir caso um dia decidisses voltar atrás na tua decisão? Não dá para explicar a raiva que sinto dentro de mim.

A noite chegou e com elas todas as lembranças do passado e dos planos do futuro. Não consigo dormir, não tenho forças para me levantar, não tenho forças para nada. Mas, por fim, o cansaço de tanto chorar vence e, finalmente, consigo adormecer.

Os dias passaram e a minha luta foi enorme. Tantas vezes te liguei ou mandei mensagens a implorar para voltares para mim, para pensares melhor, e tu nada. Frio e orgulhoso nada dizias. Demorei um mês a perceber que não tinhas intenções de regressar. Demorei um pouco mais até recuperar minimamente e só consegui simplesmente porque as minhas lágrimas secaram, acabaram-se da mesma forma que acabaste comigo. Tanta gente me avisou e eu nunca liguei, agora está na altura de me levantar, lavar a cara e enfrentar o mundo lá fora. Chega de ser prisioneira do meu próprio quarto, da minha própria casa.

O regresso à minha rotina custou mais do que estava a espera. Mas finalmente decidi ir aproveitar o sol e a felicidade que o verão traz às pessoas. Não te voltei a contactar, decidi esquecer e seguir com a minha vida em frente. A dor é enorme, mas eu sou forte. Obrigada por me fazeres crescer, ao menos posso dizer que contigo amadureci.

Faz um hoje um ano que morri mas ressuscitei.

Daniela Martins

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