Foste o meu maior erro


Há sempre alguém que apenas com o sorriso ou um olhar te lixam completamente o psicológico, deixam-te completamente à toa. Não consegues dormir e as insónias provocam em ti uma sensação de desabamento. São tipo as saudades que são como uma droga, começam a afetar o pensamento e quando não cabem mais no peito começam a escorrer pelos olhos. Escorrem de tal maneira que não consigo controlar e cada vez mais dou por mim a pensar em ti e no que poderíamos ter sido ou fomos.

Talvez hoje não sejamos nada por culpa de ambos. Errámos, errámos à grande, mas amigo a vida não vem com manual de instruções. Com os erros aprendemos a viver, mas se tu foste o meu maior erro e eu quero-te na mesma, como posso eu viver? Talvez deixe de viver e passa a ser uma “sobrevivente” a esta dor.

Nas notícias ouvimos falar em terrorismo e ataques, e nós? Foste o meu maior erro. Atacas-me e depois destróis-me e ainda estás vivo. Teoricamente estás vivo e feliz com outra pessoa, mas para mim morreste. Toda a dor que me causaste destruiu em mim todo o que havia de ti. Os meus pensamentos sofreram de uma maneira incrível, sem dar conta quando dei por mim estava internada nas minhas memórias. Memórias ótimas ou horríveis, aparecias em todas elas. Queria que saísses mas tu de uma forma persistente não te ias embora. A minha mente era invadida de perguntas sem respostas. Tantas perguntas sem respostas, tantas promessas que não foram cumpridas.

Prometeste-me que seriamos felizes para sempre! Felizes nunca fomos e o “para sempre” levaste-o contigo. O que fomos? Talvez fossemos as pessoas certas no momento errado, ou talvez não fossemos nada. Destruíste-me a mim, aos meus pensamentos e a minha mente. Bloqueaste-me os membros. Não consegui expressar-me só sabia que as lágrimas me iam escorrendo ao longo da cara de uma forma exuberante. Não dormia, não comia, apenas estava deitada na cama a chorar horas e horas. Tudo isto por tua culpa! Porque decidiste ir embora, deitar tudo a perder. Deitaste tudo a perder e nunca mais vai volta.

A relação que tínhamos nunca mais vai voltar, nem os momentos que passamos. Foram sem qualquer dúvida bons e maus momentos, mas também foram estes que nos destruíram. Quando olhava para trás e pensava no como seriamos felizes daqui a 50 anos já com filhos, netos e talvez bisnetos. E agora só penso no ridículo que foi por esta hipótese. Acreditei realmente que o nosso “nós” ia durar! Mas parece que mais uma vez me enganei.

As pessoas são sempre iguais, nunca mudam, nós é que nunca vemos como é que elas são verdadeiramente. Talvez, não o mostrem e nós tão apaixonados que estamos ficamos “cegos” e não vemos esses defeitos. Sempre achei que seriamos “always & forever” mas de momento só penso no erro que cometi em amar-te. Dei-te o melhor de mim e tu só me deste desilusão e pura tristeza. Pensava que te amava, mas depois percebi que o que eu amava era de quem tu eras antes de te tornares no que és agora. Amava o teu jeito de ser, a tua resistência, a tua personalidade, resumindo amava quem tu na verdade não eras, mas parecias ser.

Mas apesar de tudo sinto saudades, saudades do sorriso que punhas no rosto todos os dias, era um sorriso estupido mas cheio de amor (penso eu). Saudades dos teus quentes e sedutores  beijos, saudade das mensagens de “bom dia” e “boa noite” e sinto saudades de estar agarradinha a ti. Mas não são apenas saudades. É tudo!

Mexeste comigo e agora que foste embora eu estou aqui a tentar expulsar-te das minhas memorias, dos meus pensamentos quentes onde te envolves. Estou cansada de gostar de ti e tu nem sequer te importares. És e foste o meu maior terrorista. Gostava de fazer contigo o que fizeste comigo, gostava que me ensinasses a esquecer como me esqueceste a mim. Sim, porque tu esqueceste-me e eu não consigo esquecer-te.

Sofia Faustino

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