Não defino amor como um rio, mas direi teu nome ou apenas sorrio!


 Passe os dias que passar, as noites são as inimigas, onde todos os pensamentos te atropelam o sono.

O vento sopra o sintoma da saudade, a imaginação das tuas mãos acariciando meu rosto deslizando bem lento o corpo, tentando encontrar o que não está à vista do olhar. Não esquecendo tua respiração e teu sussurro em meu ouvido...

Esqueces-me do mundo, as noites fazem-me entrar no auge das emoções e sensações onde tudo se encaixa. Parecendo que meu cérebro está preso com algemas em ti, querendo-me soltar mas somente tu tens a chave de me libertar.

Olhando para o céu, sei que te amo a três metros a cima dele...Para além de noites inimigas que não te trazem até mim, tenho manhãs loucas te querendo ainda mais, forçando-me a lutar mesmo caindo, mesmo querendo desistir, o amor luta.

Descobri que há vários caminhos que te levam a um só lugar, como o caminho para casa, mesmo perdida no nada, esse caminho existe. Por isso acredito que as diferenças se encaixam, como um puzzle em que as peças são diferentes mas que obtém uma imagem.

Não há definição possível, mas descreverei como um rio, a água move-se mas o rio continua existindo, água sobe como desce mas volta subindo, mas enquanto houver água ele ainda existe...Existe até ao dia que secar totalmente.  Enquanto o complemento principal existir, o que sinto, todas as noites e todas as manhãs continuarão assim, querendo-te cada vez mais. Não defino amor como um rio, mas direi teu nome ou apenas sorrio...

Vera Oliveira

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