Eu tento, mas não dá

Eu tento, eu juro que sim, tento vezes consecutivas mas não dá, é inevitável, as memórias teimam em não ir embora destas quatro paredes, o teu cheiro por vezes vem subtilmente à minha cabeça como se estivesse na minha almofada desde a última vez que a usufruíste. Eu tento que as memórias que me apegam a ti desapareçam, eu tento deixar de pensar em ti no dia-a-dia mas por incrível que pareça há sempre algo em que te revejo como se fosse ontem.
Lembro-me do dia em que me deixaste, lembro-me das tuas palavras, do teu ar arrogante, na tua expressão nervosa e meramente chateada como se não houvesse volta a dar, como se uma conversa não resolvesse e falta de comunicação que existiu entre nós.
Mas hoje sinto que não dá, pensei todos os dias em ti, sem se quer uma única excepção, fiz questão de te deixar uma prendinha nos teus anos, espero que tenhas gostado (...) tentei não ver o que se passava ao meu redor que te incluísse a ti, mas não dá, sinceramente acho que procurava motivos para me erguer e não olhar para trás, mas não dava.
Eu juro que quero erguer-me e refazer a minha vida, encontrar alguém que partilhe comigo o que tu partilhavas, acho que quero alguém igual a ti, mas que não sejas tu, porque se fores tu ? Eu tenho medo. Tenho medo de voltar a cair, tenho medo de não me levantar de novo, como tu tão facilmente te levantas. Eu tento não olhar mais para ti, mas não dá. Mas sinceramente nós? Também já não dá...

Tânia Barbosa

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