De mim, para ti


De Mim...

Sorrio hoje ao entrar na blogosfera. E que bom que é sorrir mesmo que o motivo seja aparentemente banal,ou inócuo...ou talvez não...de modo que não resisto a toda esta inspiração matinal para mais uma vez te escrever. As palavras dizem tudo o que pode ser dito por elas. Por vezes é tudo. Quase sempre não basta. Não esperes que diga tudo. Há palavras que nunca direi nem a ti, nem a ninguém. Nem a mim mesma. Está para além da palavra. Há coisas que não são palavras. Que se lêem,ou não. Como as palavras. Demanda de traduções de sentido insondado. Que se folheiam. Que se percorrem às vezes num labirinto, às vezes numa seara. Por vezes num jogo de quarto escuro, por vezes numa pequena chama de vela. As palavras que nunca direi. Ou ouvirei. As palavras,as não palavras,como num livro,as linhas,os espaços. Moram lá. Demoram-se lá. Dentro e fora. Com palavras? Banalidades? Hummm! "Não me parece...". Gosto de te escrever. Foi assim que tudo começou. Faço amor contigo nas minhas cartas e quero que sintas cada palavra minha. Elas são todas sentidas no âmago de mim mesma,no meu corpo e na minha alma,carregadas de desejo,de intenção e de saudade,mas também premonitórias de um futuro anunciado,do qual ambos esperemos que a generosidade dos Deuses o faça acontecer. É bom sentir saudades tuas! Nunca nos saciaremos plenamente, mas acredita que é este ingrediente diferente, o sabor único e permanente da saudade que assegura que cada momento que passemos seja um descarregar destas baterias de desejo que acumulam durante alguns dias de ausência. Os nossos momentos serão sempre vitalizados por uma grande qualidade de tempo. Por isso se tornam inesquecíveis! Não é verdadeiramente importante o tempo que passamos juntos,mas sim o que fazemos durante esse tempo. Curto ou longo,terá sempre de ser aquilo que foi até hoje...Único!

Hoje apetecia-me...neste início de ano,ter o primeiro fim de semana contigo longe. Passear contigo por sítios de reinos antigos. Fazermos de turistas no nosso país,passeando tranquilamente por ruas e antigas cidades, descobrindo outros horizontes,"desmoendo" o stress do quotidiano. Tempo para ter tempo para nós. E caminhar de mãos dadas. (Ás vezes,parece-me que não há nada melhor do que andar de mãos dadas...). E no alto de uma torre,um relógio. Sem a demanda das horas. Olharmos para a mesma imagem,ao mesmo tempo,competir pela máquina fotográfica..."-Esta é minha..."."Agora sou eu...". E continuando o caminho pelas vielas,uma igreja...estranha,com um interior de traços mouriscos, mais uns quantos "estilos" mais ou menos indeterminados ou misturados.Passear pelo desconhecido para depois na nossa inquietação apaziguada pelo entardecer,agarrarmos o último raio de sol,desta tarde,deste dia,do nosso dia. Abraçarmos-nos na luz.

Um beijo com o desejo de um excelente dia,
"Gosto de ti,ó!"

Shiva Monteiro

também poderás gostar...

Hoje apeteces-me