Há coisas que só digo baixinho


Guardo este segredo a sete chaves. Não o confesso a ninguém e quase que tenho vergonha de confessar a mim própria.
Ainda gosto de ti!
Não pode ser! Tu magoaste-me!? Deixaste-me sozinha depois de me mostrares que te importavas, que me querias, que não ia ficar sozinha. Não foste nada e foste tudo. Foste tão sensível e insensível ao mesmo tempo. Durou tão pouco e pareceu uma eternidade.
Não sou daquelas que desiste do amor por uma desilusão e, já sofri bastante. Acredito no amor incondicional, aquele que não sabemos expressar, que nos faz ficar com as lágrimas nos olhos só da emoção, aquele que nos faz ignorar todas as consequências. Observei-o toda a minha vida e já tive o privilégio de o sentir. É tão errado imaginar isto contigo! Tu és frio, tens mau feitio e um orgulho intransponível. És tudo o que eu não sou. Tu vais a medo e eu vou com tudo o que tenho, com a cabeça e com o coração. Acho que, afinal, os opostos não se atraem.
Pela primeira vez tenho medo de dizer o que sinto. Dizer que gosto, mostrar que quero e que a pessoa é importante. Não sei como mostrar-te ou dizer-te o que sinto sem que penses que quero mais que a realidade. Mas eu sou assim! Sou assim porque não sei o dia de amanhã, não sei quando será a última vez nos vamos ver ou falar. Isto é tão egoísta, porque estou apenas a proteger a minha parte emocional, mas é tão certo porque todos devemos saber o valor e a importância que nos atribuem.
Foste o único que desafiou esta vontade de dizer tudo, sem medos. É por isto que gosto de ti! Se me desses outra oportunidade de te mostrar o lado bonito de tudo, seria um sim tão fácil de dizer. Se resultasse sei que íamos acabar a discutir, mas eu não me importo. Iria tentar aquecer esse coração tão ferido pelos eventos do passado.
Mexes comigo, fazes-me tremer a voz e o corpo. Fazes-me ficar nervosa e envergonhada, como se fosses o primeiro a despertar o meu interesse.
Estás longe de ser o amor da minha vida, mas és, por certo, um ponto fraco.
Gosto de ti! Mas é segredo e vai continuar a ser, até que seja capaz de o dizer, a mim própria, em voz alta.

C.

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