Não posso amar-te, não vês isso?

O meu coração não pode parar de bater de cada vez que me olhas com esses teus olhos, não posso sentir as pernas a tremer de cada vez que estás perto, não posso sentir-me vazia de cada vez que vais embora.

Achas que só te doi a ti? Achas que eu não sinto a atracção, a química, a tensão no ar de cada vez que estamos perto?
Achas que eu não vejo a tristeza no teu olhar, que não a sinto em mim? Achas que não me doi quando vais embora?

Eu não posso amar-te e tu não me podes amar a mim, mas era tão bom não era? Podermos concretizar tudo aquilo que os nossos
olhos dizem um ao outro quando não falamos? Podermos fazer um ao outro tudo o que os nossos corpos pedem quando, num
momento abençoado pelos deuses, as nossas mãos se tocam?

Amo-te e odeio-te por isso. Odeio-te por saberes sempre o que dizer, o que fazer, por me compreenderes como ninguém compreende.
Odeio-te por não teres a coragem de falar e dizeres que me amas. Odeio-te por me fazeres amar-te quando já é tarde de mais. Odeio-te.
Amo-te.

Anónimo

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