Nenhuma mulher deveria deitar-se sozinha


Nenhuma mulher deveria deitar-se sozinha:

Não no dia de são Valentim, não nos dias em que a chuva cai lá fora, não nos dias em que adormeço com a pele gelada e acordo ainda a tremer.

Nenhuma mulher deveria deitar-se sozinha:

Ainda me lembro quando passavas cá por casa. Não vivíamos juntos mas fazias questão de ficar todas as noites, deitavas-te junto a mim, até calçado se necessário só para me veres adormecer. E assim permanecias até de madrugada. Lembro-me de acordar feliz. E não existe melhor maneira de começar o dia. Mesmo quando sabia que por vezes tinhas de partir de madrugada, era inevitável não sentir o teu cheiro lá por casa.

E o cheiro é o que me mata por dentro, é a melhor forma de se sofrer. Aqui ainda tens algumas camisas que te esqueceste de vir buscar, não as lavei. Preciso, mesmo sabendo que não devo, sentir-te comigo. Porque cheirar é sentir o corpo, as mãos, o beijo e não existe melhor forma de te ter aqui.

Nenhuma mulher deveria deitar-se sozinha:

É claro que este dia não se resume somente a chocolates, (nem mesmo os meus preferidos, lembras-te? Aqueles que deixavas aqui à porta de casa sempre para me relembrares do sabor da vida), nem a rosas perfumadas que enchiam o meu escritório ou o mundo numa caixinha. É claro que isso é característico,
mas não é o que preciso neste momento. Não é o que, desesperadamente quero.

Nenhuma mulher deveria deitar-se sozinha: eis o pedido que te faço neste dia.

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