Amar também é deixar a pessoa ir

Ao fim de tantos anos a viver para te amar percebi que o amor é muito mais que isso. É mais do que estar ao lado. Também é amor quando deixamos a pessoa ir. É um passo difícil e custa sempre, a um mais que a outro é certo, e só o tempo pode ajudar a sarar a ferida. Porque a cicatriz, essa fica sempre. O tempo corre à sua velocidade normal, a vida não pára nem espera. Aos poucos tudo volta à sua normalidade, aprende-se uma nova rotina,  da qual tu já não fazes parte. Os sentimentos vão se perdendo pela viagem, mas as lembranças do que se viveu, os planos, os sonhos, esses ficam numa gaveta, a que de vez em quando voltamos. Às vezes ainda há uma saudade que vem de mansinho. Aquela saudade que já não dói, sabes? Saudade do aconchego, do conforto. Porque é bom olhar-te nos olhos. Olharmo-nos como não olhamos para mais ninguém. Dar-te aquele abraço demorado que sufoca, que aperta, de quem já não é vê há muito tempo. Porque é bom sentir-te, e no fim disto tudo chegar à conclusão que nada é por acaso. Que duas linhas não se cruzam sem mais nem menos. E por isso hoje tenho a certeza que há uma força qualquer sobrenatural que nos une, que nos liga não sei bem como nem porquê é isso é bonito. Independentemente de ambos termos seguido caminhos diferentes, o importante é que fica o que tem de ficar: o respeito, o carinho, o querer o bem um ao outro.
Enfim, um dia, nesta, ou noutra vida, sei que nos iremos voltar a cruzar. Disso eu não tenho a menor dúvida.
Até lá... Cuida de ti.

ARP

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