Beija-me

Beija-me quando estiver feliz e quando me sentir em baixo.
Beija-me quando o sol brilhar em todo o seu esplendor no céu azul mas também quando as nuvens chorarem todas as suas mágoas.
Beija-me no aconchego do sofá, longe de olhares críticos, mas também no meio da rua e em frente a todos eles.
Beija-me ao acordares pela manhã e antes de te deitares com as estrelas.
Beija-me quando estiveres suado depois de uma prova e assim que saíres do banho a cheirar a gel de banho.
Beija-me nos dias em que o mundo nos pertence e também naqueles em que parece que o fim se aproxima.
Beija-me quando o fizeste há menos de trinta segundos ou após estarmos duas semanas sem nos vermos.
Beija-me quando te quiser loucamente e quando não me apetecer.
Beija-me com calma, ternamente de um jeito doce mas igualmente com desejo e fulgor.
Beija-me para me tirares o fôlego ou para me devolveres algum.
Beija-me enquanto durmo e quando estiver bem acordada, nos meus sonhos até, se assim o desejares.
Beija-me os lábios sedentos, a face rosada, o pescoço arrepiado, cada centímetro da minha pele nua.
Beija-me ontem, hoje e amanhã.
Beija-me para sempre.
Beija-me apenas.


Rita Furtado


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