O tempo habituou-me à tua ausência

Quis viver no topo da montanha, debaixo do arco-íris e de toda a felicidade do mundo,
mas não soubeste acompanhar-me na escalada. Talvez, às vezes tenha adotado um ritmo acelerado de mais, confesso que sim. Mas a pressa de chegar era mais que muita. Tentei resgatar-te sempre que perdias as forças. Mas o amor precisa de um equilíbrio natural. Não se pode lutar, caminhar, correr(...) e muito menos amar, pelos dois.

Não sei se por isso, nunca me chegaste a dizer na verdade, por mais conversas que tenhamos tido desde então, mas acabei por chegar ao topo sozinha. O cenário não foi o mesmo que havia idealizado contigo: não encontrei o arco-íris, mas a lua tornou-se a melhor companheira enquanto o sol não chegava. 
Aprendi que não existe a formula perfeita. Aprendi que é na escalada da vida que nos fazemos Homens e Mulheres. Que é preciso escorregar muitas vezes e cair outras tantas. Mas haverá sempre quem, como tu, fique pelo caminho. Aprendi que somos feitos de ontens e de agoras. De momentos e alguns contratempos. De inícios e finais, e que há recomeços que têm mesmo de acontecer.

O tempo fez-me habituar à tua ausência. Tornou-se normal acordar sem ter uma mensagem de 'bom dia', habituei-me a não voltar a sentir o calor do teu toque e o conforto do teu abraço. A pouco e pouco esse tipo de coisas deixaram de me fazer confusão, sabes? Aprender, aceitar e viver. 3 palavrinhas chave. Deixar o sol entrar, e ser feliz um dia de cada vez. Parece simples.
Parece.

Só que no entretanto percebi que não te esqueci quando procurava nos outros as qualidades que via em ti.

ARP

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