Já não tenho lágrimas para ti

Já não tenho lágrimas. Para ele não as tenho. Tenho o amor. Mas isso não chega, pois se chegasse não existiriam outras. Outras tantas, conhecidas e desconhecidas. Sempre me disseram que quem trai uma vez, trairá sempre. Mas então como poderei eu amar um traidor? Também dizem que não escolhemos quem amamos. É verdade. Mas escolhemos quem nos faz e fará felizes. Ele faz. Quando eu não sei, quando eu não quero saber, quando eu não quero dizer, quando eu não quero lembrar, quando eu só quero esquecer. Mas eu sei, eu lembro. Vou lembrar para sempre. Não choro. Já desisti de chorar.
Faria o mesmo que ele, mas não tenho essa coragem, não sou essa pessoa e não a quero ser. Nunca fui de me conformar, mas não o fizer perdê-lo-ei. E eu não o quero perder. Mas também não o quero ter, não pela metade, se é que o tenho de todo. Ninguém o tem, não de verdade. Mas como podes dizer que me amas se não me deixas ter-te? Quando eu te amo tanto, tão intensamente. Como? Não sei. Ilusório. Utópico. Irreal.
Por não te ter não me tenho. Desapareço a cada dia que passa e não em sei encontrar. Onde tu és, eu não estou. Onde tu estás, eu não sou.
Quanto tempo mais precisas para perceberes que te sou tudo? Seria tudo, em todo o lado e em lado nenhum, se me deixasses, se me quisesses, mas não me queres, essa é a verdade. Queres alguém, que te dê algo, seja quem for, seja o que for. E eu não dou, pelos menos não o suficiente. Não para ti.
J.


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Amor bom é amor leve