Não te culpo por te amar tanto

Hoje percebi o que é o amor. E percebi-o enquanto me olhava ao espelho e via um olhar longínquo e vazio. Faltas-me. E a tua falta deixa-me vazia. E acho que o amor que sinto por ti se traduz nesse vazio incessante. É uma dor sem fim que só se agrava de dia para dia. É sentirmo-nos a cair sem conseguirmos arranjar forças para nos agarrarmos a algo que nos puxe para cima. 
Não te culpo por te amar tanto. Não me culpo por ter deixado isto levar o rumo que levou. Tu mereces cada lágrima. Mereces cada grito de dor e suspiro de angústia. No fundo, tu mereces-me. E, bolas, eu passei uma vida inteira à espera de alguém que me merecesse. Alguém que fosse único no meio da multidão. Alguém capaz de mudar o meu dia com um único sorriso, um único gesto ou um único olhar. Alguém que fosse tão incrível que não me deixasse sequer pensar em mais ninguém.
Quando olho para ti vejo tudo o que quero para a minha vida. Esqueço-me do tempo, dos problemas, dos sonhos e das ambições. Só existes tu. Só te quero a ti. Só quero o teu sorriso. Só te quero ver feliz. Consegues ser a minha maior força e a minha maior fraqueza, em simultâneo. E amar-te é tão bom que já se transformou num vício.
A verdade é que não há ninguém como tu. És o melhor. O único capaz de virar a minha vida de pernas para o ar. E eu coloco o meu corpo em frente a qualquer bala só para te proteger. E morro. Porque, para mim, nada é mais importante do que ver-te viver.

Cátia Barbosa


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