Mesmo quando desistires do mundo, não te esqueças que ele não desiste de ti...

Dás por ti numa altura da tua vida em que desistes do mundo, desistes de amar, desistes de tentar seja o que for. Tens o coração, alma e a mente tão cansadas que já sentes que de nada vale a pena. Quando o teu passado urge, e volta para te provocar das tão diferentes formas, e tu tentas ignorar, e até consegues às vezes. Mas mais cedo ou mais tarde o saco enche, e rebenta pelas costuras… Aí está tudo ‘quilhado’. A tampa salta e ninguém te segura. As pessoas que melhor te conheciam são aquelas que te conseguem magoar mais, mas ao mesmo tempo fazem-no sempre nas costas porque te conhecem bem demais e sabem que te atirarias ao pescoço delas instantaneamente.
Dás por ti numa situação que, apesar de teres maturidade suficiente para lidares com as situações, ficas cego e dás por ti a beber copos para não te dirigires àquelas determinadas pessoas e lhe dares aquilo que elas bem mereciam. Dás por ti no fundo do poço.
Deixas de gostar do mundo, e acabas por deixar de gostar de ti… Apaixonas-te pelos mais pequenos pormenores. Procuras sempre ficar com aqueles gestos, palavras que te confortam.
E chegas a uma altura em que confundes as coisas. Voltamos ao mesmo… O teu mundo desaba, e voltas a sentir-te um NADA enorme. Tentas ir para a noite, sais para aqui e para ali mas nada te conforta, porque na verdade primeiro de tudo tens de estar bem contigo.
Decides que precisas de uns momentos para ti, só para ti, fora da tua zona, sais vais em direção ao sol e à praia, lugar de paz e sossego. Relaxas a ouvir musica, ficas horas e horas a olhar para o mar a respirar… Aqueles ares curam tanta coisa… Regressas renascido das cinzas, como uma fénix que após a sua morte, volta ainda mais forte. Voltaste a perceber que precisas de gostar de ti, vens com aquele feeling de venha quem vier nem vou querer saber. Vamos voltar àquela fase de loucura, que não queríamos paixões, nem nada sério… Vamos apenas aproveitar a vida em todos os aspetos e mais alguns. Como diria um real português “Putas e Vinho Verde”. Vamos nessa!!
Chegas de volta à tua localidade. E esfregas as mãos: agora é que vai ser! Começas a falar com o teu grupo de amigos a ver quando é já a próxima saída. Vamos ao sítio do costume. Aparece aquela pessoa que embora já conhecesses, nunca privou assim tanto contigo, tinham apenas falado por causa de uma situação muito caricata, mas isso são outras andanças. Tu, aquele típico respondão, ficas calado perante uma boca e outra. E algo do outro Lado não foi bem percebido, deixou ali um bichinho. Falas coisas da boca para fora.
Mas chegas e o mundo começa a fazer te perceber que ele não desistiu de ti. Aliás ele nunca desiste de nós, nós é que desistimos de nós mesmos. Começas a encantar-te por aquela pessoa, que te deixa assim com a pulga atrás da orelha…
De repente dás por ti apaixonado, numa situação em que tu próprio te perguntas de onde é que tal pessoa saiu assim de repente. De repente aquela pessoa torna-se o teu mundo. Tu, sim tu que não és de meio termo, ou é ou não é. Recorda-te de dar sempre amor, mesmo para quem te odeia, e mesmo para quem tu odeias, mas principalmente para quem gostas, adoras ou mesmo amas. Pensa bem é com mel que se apanham as abelhas… Tu que pões todo de ti em tudo o que fazes, dás por ti loucamente feliz, e percebes que foste tu a certa altura que desististe de ti e do mundo, e não ao contrário.
Procura estar bem interiormente e tudo em teu redor se compõem. Ama-te e o próprio amor começa a iluminar o teu caminho. Já diriam por outro lado “Ensina-me a Amar”…
Por isso lembra-te não desistas do mundo porque ele não te deixa ficar mal

T. N.

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