Não quero pensar em ti

Como te atreves a invadir o meu pensamento sem aviso prévio nem autorização!? Como podes trazer-me as cores, os cheiros e as sensações de momentos que a sós vivemos na simplicidade do nosso quotidiano!? No meio da multidão que se move em constante azáfama, eu paro. Estaco no tempo e espaço e fico a reviver o quão bom era acordar contigo. O quão bom era estarmos quentes num fim de dia atarefado e chuvoso. Como te atreves a deixar-me só no vazio frio e depois assombrar-me com estes rasgos de luz quentes e envolventes!? Não me posso permitir pensar nas tuas mãos, nos teus lábios, nos teus olhos estreitos como se uma porta semi-cerrada me mostrasse a luz do caminho para um lugar melhor. Não me posso permitir pensar em ti... Em nós no particípio passado sob pena de perder o meu presente e comprometer o futuro.
 
Raquel Costa

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