Jurei não voltar a chorar por amor, mas falhei de novo

Às vezes parece que foste destinada a escrever sobre tristeza, de tantas desilusões  que a vida te ofereceu. Entras numa relação, e por uma razão ou outra dá errada. Temos o hábito de culpar sempre o próximo pelo nosso sofrimento, bom não estou a dizer que não são culpados por nos fazerem entrar num abismo,  mas também temos que pensar que da mesma forma que tem que existir afinadade e princípios em comum para que uma amizade dê certo, o mesmo acontece com o amor, o essencial não é o sentimento,  mas é  a base para que haja respeito e consideração. Deixando essas teorias todas que não conseguimos aplicar muitas das vezes, e voltando ao estar habituada a tristeza e a escrever sobre ela... Chega a uma fase da tua vida em que já não queres viver uma história de amor,  já não queres confiar nem lutar com esperança de que valerá a pena, então, aparece alguém que faz-te mudar de ideias e reacreditar na veracidade do amor. Parece tudo um sonho,  mensagens a qualquer instante,  carinho,  relembra-te do amor que sente por ti, fazem planos futuros, faz-te acomodar no labirinto do seu amor e, do nada, desaparece, antes mesmo de acabares de degustar o sabor da felicidade. E é aí que reparas que é o momento de saíres do tal labirinto em que te aconchegaste, mas não, o facto de não encontrares a saída dilacera-te por completo. Onde estão as promessas? Onde está o dito amor?  Oh! Falhei de novo, pela segunda vez deixei o amor abalar-me, e eu que tinha jurado não voltar a chorar por amor, mas ele antecipou o seu passo. Volto a escrever sobre tristeza, como estou habituada.
Neisa Medina

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