Amor, um jogo de egoísmo

As pessoas não estão prontas a dar, apenas a receber. Só estão dispostas a serem os beneficiários.
 Querem luz, mas oferecem escuridão;
 Querem atitudes, mas limitam-se em proferir palavras que pairam no vento;
 ‎Querem voar, mas cortam-te as asas;
 Querem o verão, mas abandonam-te no inverno, com frio, os ossos congelados de angústia e o corpo imóvel, algemado a um amor destrutivo. Nem um cobertor que fará lareira para aquecer, a não ser fazer-te os troncos debaixo da lareira e deixar queimar até não passares de uma mera cinza. E que cinza acende um fogo? Nenhuma! Só são despejadas por aí, sem que ninguém note.
Tudo não passa de um jogo de egoísmo, plantam flores juntos mas não são apreciadas a dois, o mais provável é serem arrancadas por outro e oferecidas a uma outra.
Portanto, tu que estás a porta, consigo ouvir o teu sussurro, mas diz-me de quem tiraste as flores murchas que a mim trazes? De quem tiraste o sol que a mim prometes? De quem é o cobertor que pousas em mim? De quem são as asas que a mim juras?
E faz-se silêncio...

Neisa Medina

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