O destino traça o caminho...

Cada história é composta por episódios, personagens, um enredo e um fim.
Por muito que a história seja encantadora e suscetível ao imaginário, temos de ter  consciência que a partir do momento que a começamos a ler esta irá acabar. É uma corrida contra o tempo.
Todavia, muita gente empolga-se com o enredo e depois são confrontados com o fim.
O meu problema reside nisto, empolguei-me e esqueci-me desta consciência: que o
amor murcha e a vida torna-se efémera.
Nunca achei que a minha história fosse funcionar,  mas no fundo acho que tinha uma esperança que pelo menos fosse duradoura.
Pena, que o destino não ouvisse a minha esperança.
Questionei-me vezes sem conta. Lutei sozinha para  o destino inverter o caminho.
Acho que tenho vindo a sofrer, unicamente porque tenho prestado resistência ao óbvio: ao fim.
É essencial aceitarmos as decisões. Não insistir. A resistência traz danos.
Uma teoria defendida por mim diz que só depois de doer é que deixa de doer mais.
Tudo passa. O bem da vida é isto, há sempre cura.
O destino tratará de mim: Confio. Acredito. Aceito.
Devagar chego lá, ao topo da felicidade e da ataraxia.
Penso que se acreditar nesta nova história que criei, um dia, quando menos esperar, em vez de engolir o choro irei soltar um rasgado sorriso.
Sei que nunca quiseste fazer-me sofrer e sei que te preocupas comigo.

Encerro assim este "fim" de forma pacífica, sem mal-entendidos e sem esperanças.
Deixei uma página em branco, para o caso do destino sentir necessidade de escrever.

Com o tempo iremos desenvolver uma nova ligação de amizade. A responsabilidade já não está em nós, está nas mãos do universo.

Agora sim, tem um bom ano, digo isto de boa fé!

Daniela Costa

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