Quando reparamos como alguém nos faz ser ridículos

Há um dia da nossa vida que reparamos que somos ridículos.
Não quando estamos apaixonados isso é na creche. Mas quando amamos e amamos, vezes sem conta, e lutamos todos os dias por um amor que já não existe.
É disto que falo, quando digo que somos ridículos.
Nós próprios deveríamos rir-nos à nossa custa. Eu mesma estou a rir-me de mim.
Ando enganada e não sabia.
Luto por alguém que já foi e não me disse que ia embora.
Penso em alguém que no seu pensamento não apareço nem quando a saudade aperta.
Amo alguém que não me deu permissão para ocupar um cantinho no seu coração.
Choro por esse mesmo alguém por sentir uma falta tremenda e um vazio profundo.
Olhem para estas palavras e digam-me que se o que vos tenho vindo a dizer,  não faz sentido. Ridícula. Pior que isso, crio protestos para falar com a pessoa, e nem sequer penso no quanto estou a ser? Vocês sabem o que estou a ser.
Penso. É agora que vou seguir a minha vida para a frente. Agora consigo. Pois bem, não é bem agora nem foi naqueles momentos que pensei isso. Enfim.
E hoje volto a pensar no agora.
Será que é agora...?
....Agora que vou de vez?
...Agora que desisto de mandar mensagens e pensar na pessoa?
...Agora que deixo de lutar?
Ou será mesmo agora que meto na minha cabeça que acabou?
 Bem... se não for agora não sei quando possa ser.
Vai ser agora nem que tenha de espancar o coração.

Daniela Costa

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