Tu estás a ir embora aos poucos

Nunca entrou minha vida uma pessoa como tu. Eras quem eu precisava para passar os meus dias. Eras quem me acalmava nas horas difíceis. E eras, não, és quem eu amo. E depois saíste. O meu mundo desabou. E voltaste a entrar com uma facilidade admirável. E só contigo isto acontece. Tu vais e vens de uma maneira que até fico parva. Fico parva porque acontece apenas contigo. E eu deixo. Até ao dia.
Sinto-te a ir embora aos poucos uma outra vez. Mas desta vez foi diferente. Desta vez eu estava a pôr-te aos poucos no topo da minha lista. E para uma pessoa que está sempre a ir e a vir, é de espantar. Houve uma altura que por ti era capaz de fazer qualquer coisa. Mas estás a ir embora aos poucos, outra vez. Recentemente disseram-me que nós não fomos feitos para estar juntos, eu neguei e disse que era impossível porque nós gostávamos mesmo um do outro e por ti estava disposta a mostrar isso a quem quer que fosse. Mas tu estás a ir embora aos poucos, outra vez. Com este novo ano comecei a fazer planos para matar esta distância que existe entre nós, pois eu sei que não é fácil estar longe de quem gostamos, e tu não estás a dar uma oportunidade. Porque tu estás a ir embora aos poucos, outra vez. Até ao dia. Até ao dia que quando saíres mesmo não voltas, pois, este turbilhão de entradas e saídas é desgastante e eu estou cansada. Porque com estas tuas saídas e entradas eu aprendi que sou tudo o que sempre quis à exceção de ti. Tenho tudo o que sempre quis à exceção de ti. Mas sabes uma coisa? Não faz mal, prefiro não ter alguém que quero, do que estar sempre a sofrer por alguém que não quer estar e, por vezes, amar apenas não chega, principalmente quando apenas é uma parte a amar.
Anónimo

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