Sim, eu sempre te quis

Estava com medo, confesso.
Sempre tive, desde a primeira mensagem em que pareceu que ambos queríamos mais que amizade.
Deixei andar e não fiz nada, pois não quis criar esperanças em algo que eu sabia que, por mais que eu quisesse, não ia funcionar a 100%.
Deixei andar e não fiz nada, porque tive medo  de entregar o que resta do meu coração.
Mas, no entanto e nos entretantos, sempre te quis.
Deixei andar e não fiz nada durante tanto tempo, que me convenci que eu não merecia lutar por mim mesma. Foi só a maior estupidez que podia ter pensado...
Foi pena ter percebido tarde, mas quando a tua mão pegou a minha e a apertou suavemente eu soube... eu soube que não devia ter deixado andar e não ter feito nada. Porque eu mereço e tu mereces, porque quando a tua mão apertou a minha e a minha apertou a tua de volta, eu soube que tu ias abrir-te comigo como nunca tinhas feito com ninguém.
Expuseste-te para que eu te entendesse, e não consigo arranjar melhor prova de que eu realmente posso confiar.
Soube também que não vamos ter uma relação a 100%, não para já. Apesar de toda a confiança, dois corações partidos têm sempre mais de mil pés atrás.
Mas agora sei, que vou deixar andar, mas vou fazer alguma coisa, vou tentar ao máximo manter-te por perto, porque tu mereces e eu mereço.
E espero que o sentimento de ter a tua mão na minha e a minha na tua, nunca mude, há coisas que por mais que se tentem inventar entre duas pessoas, é impossível fazê-lo.
E a segurança que a tua mão me deu, eu não a quero perder.
Por isso, não te peço juras e promessas de amor, mas peço-te segredos e conversas e a tua mão na minha. Não te peço para apressarmos nada, mas peço-te que te mostres presente.
Porque enquanto a tua mão estiver na minha eu vou saber. Deixar andar e não fazer nada, nunca foi solução e eu... eu continuo aqui, a querer ser o teu porto seguro e a querer-te.
Porque dois corações partidos não deixam de ser dois corações e fazer-te acreditar que o teu ainda existe vai ser o meu novo objetivo, porque tu e eu merecemos dar uma oportunidade à felicidade, sem medos.

Anónimo

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